Será que seu filho tem comportamento antissocial

A conduta antissocial se caracteriza pela incidência reiterada e contundente de comportamentos prejudiciais para a harmonia coletiva, gerando transtornos de ordem psíquica e material aos atingidos e até ao próprio autor da ação censurável.

O comportamento anti social engloba perfis de conduta distintos, embora apresente variáveis que incluam em uma mesma persona traços representativos dos extremos a serem abordados: o que manifesta a antissociabilidade de forma mais expansiva, verbalizando agressivamente, provocando, insultando, chorando, desafiando ostensivamente a figura que exerce papel de autoridade, e o que denota a conduta antissocial por meio de reclusão espontânea, desinteresse pelas práticas e normas de socialização, incomunicabilidade.

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É importante salientar que nem todos os indivíduos que apresentam conduta antissocial sofrem de algum transtorno psíquico. Todos estão sujeitos a evidenciar comportamento de tal espécie devido às diversas situações de pressão e estresse a qual somos submetidos – e que nos levam a atitudes de autodefesa, preservação, desequilíbrio.

Diante dessa constatação, como classificar se nossos filhos, por exemplo, externam, de fato, conduta antissocial a nível patológico?

Identificando o problema

Como exposto anteriormente, é normal que em algum momento na vida crianças e adolescentes – e também adultos – exibam comportamento antissocial, mas o que deve ser avaliado para a compreensão se o estado insociável trata-se de um evento típico ou um caso que mereça cuidados especiais é a recorrência e a imutabilidade do quadro arredio.

Para jovens de até 18 anos, usa-se o critério se em um período de 12 meses, o analisado expôs 3 dos 15 sintomas identificados como integrantes do quadro clínico de transtorno de conduta, de forma incontestável, isto é, configurou-se em eventos marcantes que resultou em consequências danosas, ou 1 um dos sintomas nos últimos 6 meses.Além disso, leva-se em conta por quanto tempo a conduta antissocial vem se manifestando, se é um fenômeno recente ou já perdura por alguns anos ou meses.

Sintomas do transtorno de conduta

Segue a lista dos 15 sintomas associados ao transtorno de conduta:

  • Perseguir e intimidar;
  • Violentar fisicamente;
  • Violentar sexualmente;
  • Portar armas perigosas;
  • Ser insensível com pessoas;
  • Ser cruel com animais;
  • Roubar ou assaltar arrostando a vítima;
  • Causar incêndio intencional;
  • Depredar propriedade alheia;
  • Invadir imóvel ou carro;
  • Mentir para obter vantagem;
  • Furtar;
  • Dormir fora;
  • Fugir de casa;
  • Matar aula sem motivo.

Possíveis causas

As ocorrências mais usuais para o desenvolvimento ou agravamento de transtorno de conduta ou graus moderados, mas ainda assim nocivos, de conduta antissocial relaciona-se ao meio em que a criança está inserida.

Crescer em meio ao ambiente familiar desestruturado, com métodos educativos ineficazes e contraproducentes, excesso de rigidez, com embates violentos, seja verbal ou físico, entre os pais, mudança constante de responsável de função paterna ou materna, troca igualmente constante de moradia e dificuldades atribuídas a penúria econômica, são situações que favorecem o advento do distúrbio de personalidade.

Causas particulares que fogem do nosso controle, como morte de familiares, também podem ser gatilhos que aguce a conduta antissocial, que passa atuar como mecanismo de defesa ante a situação na qual não sabe – e nem está preparada – para lidar.

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Conclusão

Conduta antissocial não é uma característica exclusiva do indivíduo que sofre distúrbio de ordem psíquica, como o transtorno de conduta, no entanto é preciso saber diferenciar um evento normal de uma ocorrência anômala. O diagnóstico para a comprovação de um comportamento que se enquadre em categoria a margem dos padrões convencionais leva em conta a persistência dos sintomas e quantos surgiram durante o período de 12 meses.

Ambientes familiares com planejamento e métodos falhos de educação, onde se ausentam qualidades indispensáveis ao bom desenvolvimento do infanto, como afetividade e zelo as suas carências, propiciam a ocorrência e o agravamento de conduta antissocial.

O transtorno tem tratamento cujos métodos variam de acordo com a idade da criança.

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